No dia seguinte Zaira acordou feliz, eram 12 horas da tarde e ela não tinha aula! Ela foi ao banheiro, lavou o rosto, prendeu o cabelo e tomou café da manhã. A manhã transcorreu normalmente, como sempre, ela fez os exercícios que Aitor lhe mandou e quando terminou já era hora de comer. Eu tinha combinado de ir ao shopping em duas horas, pois com o calor não dava para estar na rua às cinco da tarde. Então, quando chegou a hora, ela foi em direção à porta da amiga e juntos foram para o shopping. Zaira estava espetacular, chamava muita atenção e naquele dia estava feliz, viva, principalmente quando a imagem de Aitor invadiu seus pensamentos, fazendo-a sentir uma pontada no estômago. Eles estavam olhando as lojas, sem perceber nada nem ninguém, até que um cheiro familiar fez Zaira se virar, ela não viu ninguém conhecido. Eles continuaram andando. Eles andaram várias vezes por aquele lugar, havia bastante gente, e quando estavam prestes a sair... Ele passou, estava na frente deles, andando com os amigos, rindo, quando percebeu que ali estava Zaira, com outra garota em quem ele mal prestava atenção, já que Zaira estava completamente encantada. Ela usava um vestido preto justo, que chegava às coxas e tinha alguns flares, que estilizavam suas lindas pernas, adornadas por sapatos de verão de salto alto. Quando os dois trocaram olhares, para surpresa deles a multidão desapareceu. - Ah bem! - disse Aitor em saudação, aproximando-se para dar dois beijos na garota. - Olá.. - Ele respondeu, retribuindo os beijos. - E o que você está fazendo aqui? - Bom, passear, com esse calor fica insuportável ficar na rua, hahaha. - Isso é muito bom, está tudo bem? - Aha - ele assentiu - E como você está? - Que bom - ele sorriu, e isso fez com que Zaira voltasse a sentir aquela pontada no estômago que ela tanto gostava. - Aliás, essa é a Carol, minha amiga - Carol se aproximou dele para cumprimentá-lo. - Olá, encantado - Bem, até amanhã, certo? - e olhou para ele com certa resignação. - Hahaha, não me olhe assim! - Hahaha, até amanhã Aitor... - ele sorriu, e ouvir seu nome nos lábios de Zaira lhe deu vontade de abraçá-la. - Tchau, anã, aliás, já guardei para você, hein - ele a ameaçou com um tom travesso, e deu-lhe dois beijos bem devagar. Cada um seguiu seu caminho. - Tia, você não me contou que seu professor de matemática era tão bom! - Carol disse rindo. - Hahahaha tia, é normal... - Sim, isso é normal, porque não resisti à vontade de beijar aquele cara, amor. - Hahahaha Carol!, você já sabe o que está acontecendo com a galera “Que estúpido, porque eu estava flertando com ele”, ele respondeu, rindo da ideia. - Hahaha, tia, você é louca. A noite chegou e os dois foram para suas respectivas casas. Zaira sentiu uma pressão muito estranha no estômago... Sensação que se intensificou ao lembrar daquele menino... Aitor... - O que há de errado comigo? - ele disse para si mesmo. Ele acordou de manhã, às 1O e às 3O, mas hoje não estava com raiva, pelo contrário, queria ir, vê-lo. Ela se arrumou e tomou café da manhã como de costume e correu para a casa de Aitor. Chamou o porteiro; - Quem ? - Zaira, abra. Ele subiu no elevador, enquanto notava um leve tremor nas pernas. Ding Dong... - Bom dia, pequenino. - Olá... - respondeu ele, largando as coisas na mesa da sala. - Bom... E os exercícios? Eles saíram? - ele disse sentando ao lado da garota. - Bem... bem, acho que sim... - Ok, perfeito. Vamos para o próximo tópico, vou explicar... Aitor começou a explicar o assunto, enquanto Zaira começou a fugir da matemática, a mergulhar naquele olhar daquele menino, naquele olhar... Ela sentiu como ele a olhava e manteve os olhos fixos nela, enquanto Zaira, para corresponder, acenava para ele como se estivesse entendendo tudo. Ele continuou olhando, humm... para os lábios... Aqueles lábios, tão sexy, tão sedutores... Seu sorriso - Que sorriso perfeito - pensou ele. E de repente ele se viu escrevendo o enunciado de um exercício, do qual não tinha a menor ideia de como fazê-lo. Ele começou a tremer. - Mm.. - Zaira olhou para o lençol - Vamos ver, comece pelo primeiro passo, acalme-se... - ele notou o nervosismo dela. - Uh... Você verá que eu... - O que você não entende? - Ele fixou os olhos nos dela. - Eh... - Ela olhou para ele, estava ficando cada vez mais nervosa e suas mãos começaram a suar. - Zaira, você está bem? - O garoto perguntou preocupado com a reação dela. - Aitor... eu... - Ele começou a balbuciar - não sei, estou ficando sobrecarregado - e levantou-se abruptamente. - Zaira, vamos para o terraço tomar um pouco de ar fresco... - ele pegou a mão dela e a guiou em direção ao terraço. Chegando lá, Zaira olhou, viu as pessoas indo de um lugar para outro... - Você está melhor? - Ele acariciou gentilmente o ombro de Zaira. Ela ficou atordoada, não respondeu: - O que está acontecendo comigo? - ele se perguntou. - Não sei... - Ela respondeu olhando-o nos olhos. - Não se preocupe Zaira, não fique nervosa se não entender, não me importo de te explicar quantas vezes forem necessárias, ok? - Ok.. Ok.. - ele sorriu. - Vamos, relaxe. E Aitor começou a se agarrar lentamente a ela, e com as mãos abraçou aquele corpinho que tanto queria tocar, sentir... - O que você está fazendo comigo, Zaira? - ele disse para si mesmo. E os dois se fundiram naquele abraço caloroso, por vários segundos o tempo parou para os dois. Nada mais existia. De repente, Zaira se afastou abruptamente... - Vamos continuar. - ela disse séria. - Tudo bem. A aula continuou, o Aitor estava perto dela... Ela sentiu a respiração dele, sentiu o contato das mãos dele, dos braços dele em algum atrito que eles tinham. Fiquei com medo, com muito medo. A aula terminou e quando Zaira estava pronta para sair, Aitor agarrou-a pelo braço e puxou-a para si. De tal forma que ficaram muito próximos um do outro. - Zaira, tem certeza que está bem? - Sim, não se preocupe, isso acontece muito comigo, é do calor, fico tonto e começo a tremer, não se preocupe... - Tudo bem, se quiser no dia seguinte daremos aula na minha sala, onde tenho ar condicionado, você acha? - No... no seu... quarto? - ele gaguejou - Sim, está melhor. - Ok, estou saindo agora, xao - Adeus, Zaira... E ele foi embora. Aitor fechou a porta e encostou-se nela, fechou os olhos e lembrou-se do corpo da menina, próximo ao dele... Suas mãos envolvendo sua cintura, e suas costas, seu peito sentindo a respiração pesada de Zaira... Sua Zaira...
